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“Fico feliz quando consigo mostrar para as pessoas mais do que conseguem perceber”, diz Marion Rupp


Por Manuela Fernandes

Hoje eu preciso contar uma das minhas maiores paixões: a fotografia! Desde sempre me aventurei em tentar fazer alguns clicks, a ponto de quebrar uma máquina digital da minha mãe, de tanto brincar com o zoom! Tudo isso fruto da minha adoração. Adoro fotos. Fotos. É - fotos de qualquer coisa, fotos de momentos, sorrisos, olhares, cores! O preto no branco, o branco no preto. Um sorriso escondido, uma cena espontânea.

Gosto de fotos diferentes, de exceções, de olhar para alguma coisa e pensar “acho que ninguém percebeu o quanto a folha dessa flor é bonita; aposto que só batem foto da flor, mas olhe essa folha, gente, quantos detalhes, quanta arte da Natureza!”

Infelizmente, eu ainda não tenho uma máquina com a qual eu consiga dar os clicks que eu quero, mas a minha cunhada tem uma, e é uma diversão, para mim, ficar batendo fotos com a dela (obrigada, Rafinha!). Mas eu queria a minha, claro.

Porém, enquanto eu não tenho, fico curtindo as fotos dos outros, e babaaaaaaando, às vezes pensando o motivo da foto, qual emoção o fotógrafo sentiu. E, claro, eu não posso falar de fotos e fotógrafos, sem falar da minha fotógrafa preferida (não estou “puxando o saco”, é real, Marion Rupp!). Eu a conheci há uns três ou quatro anos, quando fiz alguns trabalhos como modelo para a Chria. Foi click à primeira vista.

Realizei com Marion três outdoors e dois look books da Chria também, meu próprio book e outros trabalhos publicitários. Muito além do profissionalismo, ela é uma pessoa incrível, tanto em caráter, como por sua visão do mundo, sobre todas as coisas. Facilmente eu consigo passar uma tarde “jogando conversa dentro” com ela! E por isso resolvi fazer uma entrevista com a Marion. Espero que vocês gostem, sei que é bastante coisa pra ler, mas vamos botar a preguiça de lado, não é mesmo? A vida não é apenas ver fotos de roupas e unhas; a vida é conteúdo, eu digo sempre que a vida é curiosidade. Você tem que nutrir interesses por assuntos amplos para ver todos os lados deste Planetinha perdido no Universo! Enfim, vamos parar de papo e ver o que Marion tem a nos dizer. 

Manu: Marion, em sua opinião, qualquer um pode fotografar ou tem que ter certa habilidade com as lentes?

Marion: sim, qualquer um pode fotografar. E fotografar por lazer, então nem se fala! Quem não tem um celular ou uma máquina, hoje em dia? A diferença está no dia a dia e na exigência do cliente, porque fazer o que se quer com uma câmera é muito fácil, apertar um botão automático e dar um efeito bonitinho, envelhecido, blur, etc. é fácil... Dar um retoquezinho ou outro com o photoshop é bem diferente de ficar doze horas na frente do computador, sem tempo para comer ou lazer, e ter que entregar o trabalho impecável, e isso se repetindo ano após ano. Os verdadeiros desafios vão se apresentar, mesmo no dia a dia e, geralmente, são situações diferentes das que estamos acostumados a vivenciar. Lentes boas e modelos de câmera ajudam, mas o que ajuda mesmo é muita paciência e sensibilidade para lidar com pessoas muito diferentes.

Manu: Conte: você sempre quis ser fotógrafa? De onde veio essa vontade?

Marion: eu queria ser cineasta e vivia escrevendo roteiros quando era bem novinha, mas vi que naquele tempo ser cineasta era uma coisa muito distante pela minha condição financeira e, ainda por cima, morando em Porto Alegre e não no Rio de Janeiro ou São Paulo. Mas também era apaixonada por fotos; então, sonhava em trabalhar na National Geographic. Aí entrei no Diário Catarinense, como repórter fotográfica..Pensava que me traria duas coisas: experiência para, no futuro, trabalhar na National Geographic e, por outro lado, ouviria muitas histórias que me ajudariam a escrever roteiros realmente bons. Mas desisti da National Geographic, porque ser repórter fotográfica é muito bom, mesmo, para quem tem espírito aventureiro.

Manu: Há quanto tempo você fotografa? E o que você mais gosta de fotografar?

Marion: essa pergunta de quanto tempo sempre é estranha, porque por mais que já esteja fotografando há 30 anos, por incrível que pareça estou sempre aprendendo; então, não tenho a sensação de estar fotografando tanto tempo. Neste caso, o tempo só conta pelo tanto que você já fotografou, a história que você já fez. Como fotografo pessoas, sempre gosto de lembrar uma frase: "Cada cabeça é uma sentença", o que significa que você nunca sabe o que vai ter pela frente.

Quanto ao que eu mais gosto de fotografar? Acho que a pergunta precisa ser um pouco diferente: o que eu gosto menos de fotografar: alguns esportes e alguns casamentos.

Manu: E por curiosidade, qual foi a melhor máquina que você já usou?

Marion: gostava muito da Nikon f4... mas isso faz tempo. Todo dia lançam máquinas, lentes, flashes, acessórios novos. No momento, preciso de sete mil dólares para comprar a Nikon que é o meu sonho de consumo. Mas vai ficar no sonho e nem por isso vou deixar de fazer fotos lindas. Decidi não ser escrava do sistema, do consumismo. Acho que, de certa forma, gerações mais novas estão precisando reciclar as ideias em relação a bens materiais e, neste caso, máquina fotográfica. Afinal, vejo várias pessoas usando máquinas profissionais, mas não conseguem nem usá-las ou as usam só no automático. Então, me digam: pra que isso? Grandes fotos, com efeitos maravilhosos foram feitas com uma máquina pequena e lente normal, num tempo em que não existiam todos os recursos que se tem hoje, o que comprova claramente que não é a máquina que faz o fotógrafo.

Manu: Como a fotografia a conquistou? E por que você ama ser fotógrafa?

Marion: bom... então, como ela me conquistou: já dá pra ver que sou meio sonhadora e gosto de coisas que não estão necessariamente explícitas. Então, quando olhava fotos (geralmente em preto e branco), eu não "via" a foto eu "sentia" a foto. Essa coisa do sentir a foto me deixa maravilhada até hoje. Como pode um pedaço de papel ter o poder de fazer você sentir alegria, tristeza, nojo, dor...etc., além de registrar a história? É fascinante! Isso é fotografia, quando ela fala algo pra você!

Manu: Houve alguma influência familiar em sua escolha pela profissão?

Marion: Meu pai vivia com uma máquina pendurada, e eu já gostava muito disso, mas uma vez ele mostrou uma foto numa revista, onde o olhar brilhante de um homem refletia uma janela, e ele disse: isso é uma boa foto, onde o brilho do olho diz alguma coisa. Ele também sempre comprava muitas revistas importadas de altíssimo nível, e essa informação visual foi meu aprendizado. Eu também vivia dentro do cinema; outra grande escola foi ver filmes de Jean Cocteau, Federico Felllini, Ingmar Bergmann, François Truffaut, Werner Herzog, Akira Kurosawa, e tantos outros, maravilhosos, que me faziam viajar com o olhar. E agora, após todos esses anos, quando eu consigo mostrar para as pessoas mais do que conseguem perceber (às vezes de si próprias) e fazer com que entendam que a foto delas é bem mais do que um fio de cabelo que está fora do lugar, ou a foto estar num superfoco ou o equipamento que se usa ser de última geração – isso me faz muito feliz.

Entrevista publicada originalmente no Blog - www.manufernandes.com.br/blog 


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